Cachinhos Dourados e os Três Ursos — Robert Southey

 

O conto clássico Cachinhos Dourados e os Três Ursos foi registrado pela primeira vez em 1837 pelo autor e poeta inglês Robert Southey. Originalmente, a invasão da casa dos ursos era feita por uma velha senhora e a personagem da menina de Cachinhos Dourados só foi adicionada em versões posteriores da história.

O conto clássico infantil Cachinhos Dourados e os Três Ursos, também conhecido como, Cachinhos Dourados ou ainda, Cachinhos de Ouro foi primeiramente registrado em forma de narrativa pelo historiador, escritor e poeta britânico Robert Southey.

Publicado pela primeira vez em um volume de seus escritos em 1837, cuja protagonista não era “uma menina de cachinhos dourados”, mas sim “uma velha senhora sem educação e atrevida” que invadiu a casa de três ursos — Um pequeno, um médio e um grande.

Esta história infantil transmitida de geração em geração com novas versões segue encantando adultos e crianças, em diferentes partes do mundo.  As novas adaptações deixaram o conto mais apropriado para o público infantil, assim, a senhora idosa deu lugar a uma menina, inicialmente chamada de "Silver-hair", ou "cabelos prateados". O nome "Cachinhos Dourados" passou a ser mais conhecido apenas no início do século XX, quando o desfecho da narrativa também se tornou mais leve e adequado às crianças.

A Hora da Estrela — Clarice Lispector

 

A Hora da Estrela, publicado em 1977, narra a trajetória de Macabéa, uma jovem alagoana de 19 anos, órfã que migra para o Rio de Janeiro e trabalha como datilógrafa. Sem beleza, semianalfabeta, ingênua e solitária, Macabéa apenas vê a vida passar sem compreender muito bem o que lhe acontece.

“[...]. Essa moça não sabia que ela era o que era... Daí não se sentir infeliz. A única coisa que queria era viver. Não sabia para quê, não se indagava.”

A obra fala sobre destino, pobreza, vulnerabilidade e humanidade, abordando o estigma sofrido pelos nordestinos na metrópole, retratando o choque cultural, a xenofobia velada e a dificuldade de inserção social nas grandes cidades.

O livro começa com a apresentação do narrador-personagem, Rodrigo S.M, que é quem vai conduzindo a história ao longo da narrativa, deixando a cargo do leitor ter ou não empatia pela jovem alagoana de 19 anos que vive no Rio de Janeiro, uma existência solitária e anônima, marcada pela extrema pobreza, desnutrição e a marginalização social.

A Sereia da Floresta — Hiro Kawahara

A Sereia da Floresta de Hiro Kawahara, é uma história que mistura realidade e fantasia, magia e ciência. A trama se passa em uma floresta europeia no século XIV, durante a epidemia da Grande Peste e gira em torno da sereia Brissen, a última sereia sobrevivente de um mundo fantástico dizimado por uma epidemia.

Para sobreviver, Brissen faz um pacto com entidades místicas, renascendo em outro corpo, em outro mundo — uma floresta europeia na Idade Média — com a condição de entregar seus futuros filhos a essas criaturas. Lá, ela conhece uma curandeira (matemática, astrônoma, médica, poeta, alquimista persa) e, juntas, elas tentam se adaptar a essa nova realidade, ao mesmo tempo em que a Grande Peste e a Inquisição assolam o mundo ao redor delas.

Era uma vez um mundo cheio de criaturas mágicas, onde sereias conviviam felizes com centauros e outras criaturas míticas. Um mundo onde a fartura, a paz e o prazer eram regra, sem preocupações reais.

A Força do Silêncio: Contra a Ditadura do Ruído — Cardeal Robert Sarah

Com um título sugestivo, A Força do Silêncio – Contra a Ditadura do Ruído, do Cardeal Robert Sarah, em colaboração com Nicolas Diat, explora o poder do silêncio em um mundo cada vez mais barulhento e superficial, em que a tecnologia e os bens materiais não cessam de aumentar sua influência.

O livro argumenta que o silêncio não é apenas a ausência de som, mas um espaço sagrado para a reflexão, a oração e o encontro com a verdade interior e espiritual, fundamental para o desenvolvimento da fé. Trata-se de um convite à introspecção e ao mergulho no silêncio como meio de encontrar paz, sentido e uma conexão mais profunda com o divino.

Nesta obra, o Cardeal Sarah aborda não só conselhos de índole espiritual, mas também muitos outros aspectos aplicáveis na vida quotidiana, conduzindo o leitor a uma jornada espiritual, através de reflexões profundas e inspiradoras, mostrando como o silêncio pode nos libertar da ansiedade, da superficialidade e do vazio existencial, tornando-o um espaço sagrado para a reflexão, a oração e o encontro com a verdade interior.

Antes que o Café Esfrie — Toshikazu Kawaguch

Quem nunca sonhou em viver uma experiência única de fazer uma viagem no tempo?

E se fosse possível tornar o impossível possível, quem você gostaria de encontrar uma única e última vez?

Imagine poder viajar no tempo tanto para o passado quanto para o futuro.

A pergunta que não quer calar: Você estaria disposto a mergulhar de cabeça nessa viagem recheada de regras?

Assim, a pessoa só pode viajar para o passado ou futuro enquanto permanecer em uma cadeira específica do café, sem pode sair dela; só poderá encontrar alguém que esteve no café; seguir as instruções da atendente com a observação de que não poderá alterar nada no passado e nem tampouco impactar o presente, além de ter limite para retornar ao presente: Antes que o Café Esfrie.

Uma Boa Vida – Robert Waldinger e Marc Schulz

[...Se você tivesse que tomar uma única decisão vital, neste exato momento, para aumentar suas chances de ter saúde e felicidade no futuro, qual decisão tomaria: Escolheria guardar mais dinheiro todo mês? Mudaria de carreira? Viajaria mais?  Qual decisão seria capaz de assegurar que, em seus últimos dias, você pudesse olhar para trás e dizer que teve uma boa vida? ...]

Uma pesquisa de 2007 perguntou aos millennials (a geração de pessoas nascidas entre 1981 e 1995) quais seriam seus objetivos de vida mais importantes. Enriquecer ficou em primeiro lugar para 76% dos entrevistados e metade deles mencionou a busca pela fama.

Mais de uma década depois, quando esses millennials já eram adultos mais experientes, perguntas semelhantes voltaram a ser feitas por dois levantamentos. A fama tinha perdido algumas posições na lista, mas os principais objetivos ainda incluíam ganhar dinheiro, ter uma carreira de sucesso e livrar-se das dívidas.

Uma Boa Vida — de como viver com mais significado e realização de Marc Schulz e Robert Waldinger, que está na lista dos mais vendidos pelo New York Times, revela que são os nossos relacionamentos que mais nos trazem realização, saúde e felicidade.

O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa — C.S. Lewis

O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa (The Lion, The Witch and the Wardrobe), foi o primeiro livro lançado da saga de As Crônicas de Nárnia, do escritor britânico C.S. Lewis, publicado em 1950.  A obra aborda a relação entre os irmãos Pevensie (Pedro, Susana, Edmundo e Lúcia), em um cenário de guerra que assombra a Inglaterra, durante a II Guerra Mundial, que ao fugirem dos bombardeios a Londres, acabam se envolvendo em uma aventura, ao adentrarem na casa de um sábio professor, Digory Kirk, que vivia isolado em uma antiga mansão no interior da Inglaterra.

Na casa eles descobrem uma entrada secreta em um misterioso guarda-roupa que os leva a um mundo fantástico, a terra de Nárnia, uma terra congelada, que sofre de um inverno sem fim desde que a temida Feiticeira Branca tomou o poder.

Entretanto, uma antiga profecia, que envolve justamente quatro crianças, além de um fantástico leão, afirma que há esperança para o reino, desde que haja coragem.

As mais Belas Coisas do Mundo — Valter Hugo Mãe

“Quem se desilude morre por dentro. Dizia: é urgente viver encantado. O encanto é a única cura possível para a inevitável tristeza” - Valter Hugo Mãe 


As mais Belas Coisas do Mundo
conto de Valter Hugo Mãe que, a partir da perspectiva infantil, examina o que seriam as mais belas coisas do mundo. Um libreto curto das memórias de um menino com seu avô que lhe ensinou sobre as mais belas coisas do mundo.

Com ilustrações de Nino Cais, este livro contém ainda uma nota do autor, em que conta um pouco da sua relação com seu avô.

O texto de quarta-capa é assinado pela escritora e imortal da Academia Brasileira de Letras Ana Maria Machado e pelo escritor e dramaturgo Walcyr Carrasco.

“Um avô transforma a vida, mostra o encanto do conhecimento. Ensina que        podemos chegar a ser gigantes. Mas o saber não dispensa a ternura. E o         menino descobre que o melhor lugar do mundo é dentro de um abraço.”                   — Walcyr Carrasco 

As mais Belas Coisas do Mundo reconstitui as memórias de um menino que, dentro do abraço do avô, procura encontrar respostas para os mistérios da vida. O avô, que tem ar de caçador de tesouros, revela-lhe o maior de todos para curar a tristeza e a despedida: o encanto. Um conto profundamente comovente sobre a força dos afetos e da memória dos avós.

Da Silva: A Grande Fake News da Esquerda - Pavinatto

Lançado pela editora Almedina Brasil, selo Edições 70, o livro Da Silva: a grande fake news da esquerda; O perfil de um criminoso conhecido e famoso pela alcunha Lampião revela uma perspectiva sem romantismos do cangaceiro mais conhecido da história brasileira - Lampião. Pavinatto analisa a construção da falsa narrativa altruísta que cerca uma das figuras nordestinas mais icônicas da história e revela a face oculta de Lampião.

Ao mergulhar na história de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, Pavinatto traça o perfil da figura histórica definida na obra como “terrorista mercenário que extorquia os ricos e destroçava a vida dos pobres”.

O Capote — Nikolai Gogol

Escrito por Nikolai Gógol e publicado pela primeira vez em 1842, o conto O Capote narra a história de Akaki Akakievitch, um pobre e ridicularizado funcionário público que trabalha em um ministério público russo. Sem muito destaque em seu lugar de trabalho, leva uma vida humilde e cheia de restrições. Seu capote esfarrapado é motivo de chacota entre seus colegas, entretanto, ao decidir comprar um capote novo, sua vida ganha um efêmero brilho.

É notório que a literatura russa clássica tem um quê de crítica social,  portanto, torna-se quase impossível separar a narrativa e a realidade da Rússia na metade do século XIX que passava por um lento processo de transformação.

Iracema —José de Alencar

Iracema, escrito por José de Alencar, faz parte da primeira fase do romantismo brasileiro, que ficou conhecido como Indianismo, cujo enredo se passa no século XVII (entre 1603 e 1611), remontando aos anos da chegada dos portugueses ao continente sul-americano.

Teve sua primeira publicação em 1865 e, até hoje, figura entre as principais obras literárias brasileiras.  Faz parte da trilogia indianista do autor, juntamente com o Guarani (1857) e Ubirajara (1874).

Escrito nos anos finais da primeira geração do romantismo brasileiro, Iracema é obra inspirada por forte nacionalismo, que caracteriza essas produções românticas. À época, o Brasil era uma nação recém-independente de Portugal, fato que direcionava artistas de diversos gêneros a pensarem e construírem uma ideia de identidade cultural, de origem nacional, do que significa ser brasileiro.