Hippie – Paulo Coelho


Hippie do escritor Paulo Coelho é um livro autobiográfico, onde o autor narra um pouco de sua história de vida com drogas, tortura, prisão e aventura, no auge do movimento hippie. Nesta obra, o autor conduz o leitor a reviver o sonho transformador de uma geração que lutou, entre outros,  pela liberdade no comportamento social, a igualdade dos direitos civis e o fim das guerras que aconteciam naquele momento.

A ideia do autor ao escrever Hippie era recriar o espírito hippie da época. Mas o desejo principal era dar um testemunho do retrato daquele tempo e contrapor ao tempo que estamos vivendo hoje.

Ele diz ainda que resolveu escrever esse livro para tentar acabar com a polarização que o Brasil vive hoje. E também aproveita para mandar uma mensagem de tolerância a um mundo tão intolerante. Por um mundo finalmente livre da opressão.

A vida invisível de Eurídice Gusmão — Martha Batalha


A vida invisível de Eurídice Gusmão, primeiro romance da jornalista, editora e escritora pernambucana Martha Batalha, apresenta a trajetória de Eurídice Gusmão na luta contra uma sociedade paternalista e conservadora, onde as mulheres da classe média do Rio de Janeiro dos anos 40, eram excluídas da sociedade, servindo apenas para a execução de atividades ligadas ao lar, relegando-as assim à invisibilidade e não lhes sendo permitido protagonizar a própria vida.

A autora escreve em terceira pessoa, embora, por vezes recorra ao diálogo direto com o leitor. Utiliza-se de um enredo curto, texto descontraído e história envolvente, com foco em Eurídice, uma mulher extremamente talentosa em tudo o que se propõe a fazer, mas que tem seus talentos reprimidos em detrimento da paz familiar e doméstica.

Apologia de Sócrates (Platão)


“Por toda parte eu vou persuadindo a todos, jovens e velhos, a não se preocuparem exclusivamente, e nem tão ardentemente, com o corpo e com as riquezas [...] e todos os outros bens, tanto públicos como privados. Se, falando assim, eu corrompo os jovens,[...] Por isso vos direi, cidadãos atenienses, absolvendo-me ou não, não farei outra coisa, nem que tenha de morrer muitas vezes.”

Na obra Apologia de Sócrates ou simplesmente Apologia, Platão descreve Sócrates como “o homem mais justo e honrado de sua época”, que ao confrontar o Estado e defender  a liberdade do pensamento, acaba sendo acusado de “negligenciar a adoração dos deuses cultuados pela cidade” e “corromper os jovens” e por isso acaba sendo julgado e levado à pena de morte.

Na Apologia  Platão relata a defesa de Sócrates, conduzida por ele mesmo,  através de um longo discurso em sua própria defesa, cuja  bandeira levantada estava relacionada à sabedoria, onde o pilar central era a consciência da sua ignorância — Só sei que nada sei. Essa era a principal premissa que faria de Sócrates um verdadeiro sábio: a humildade em admitir que pouco se sabe diante de um universo tão cheio de mistérios.

Me Poupe!: 10 Passos Para Nunca Mais Faltar Dinheiro no Seu Bolso.


“Não importa a sua idade, não importa onde você vive, não interessa nem mesmo quanto você ganha. Você precisa adestrar o seu dinheiro, assim como um cachorro, se não quiser ser dominado por ele pelo resto da vida.” — Nathalia Arcuri

Dinheirofobia é um problema sério e muitas pessoas não gostam de falar sobre dinheiro, entretanto, esse é um tema que deve ser explorado, assim  como economizar, fazer conta, pechinchar, procurar o menor preço que são atos a serem  adotados todos os dias. O fato é que o planejamento financeiro pessoal tornou-se cada dia mais relevante na vida das pessoas, tanto que é possível ver a diferença entre aqueles em paz com o seu bolso e os que juntam moedinhas para chegar até ao fim do mês.

Nathalia de Oliveira Rosa Arcuri, em sua obra, Me Poupe!: 10 passos para nunca mais faltar dinheiro no seu bolso, mostra ao leitor que é possível alcançar a tão sonhada independência financeira, mesmo sendo jovem, sem privilégios, utilizando apenas determinação, força de vontade e bons exemplos a serem seguidos. Seu livro é um mix de biografia com educação financeira, onde Nath com sua linguagem acessível ensina como poupar, explicando coisas como CDB, LCI, LCA e Selic.

Éramos Seis — Maria José Dupré


Éramos Seis de Maria José Dupré, apresenta a trajetória de uma típica família de classe média paulistana, a família Lemos, cuja matriarca Dona Lola, é a protagonista e narradora da história. A obra abrange um período de vinte e oito anos, iniciando em 1914, no início da Primeira Guerra Mundial e terminando em 1942, durante a Segunda Guerra Mundial, no final do Estado Novo.

Publicada pela primeira vez em 1943, faz parte da Série Vaga-Lume — coleção de livros brasileiros voltada para o público infanto-juvenil, pela Editora Ática. Apesar de a autora ser conhecida pelas obras voltadas ao público infantil e juvenil, também possui uma significante produção de romances retratando a sociedade em meados do século XX.

O Conto da Aia, de Margaret Atwood

(…) eu sabia que a ordem estabelecida podia desaparecer da noite para o dia. Mudanças podem ser rápidas como um relâmpago. Não podemos confiar na impressão de que “Não vai acontecer aqui”: qualquer coisa pode acontecer em qualquer lugar, dadas as circunstâncias. E é assim que as coisas acontecem em “O Conto da Aia”. — Margaret Atwood em ensaio para o jornal “The New York Times”

Margaret Atwood, em The Handmaid’s Tale, traduzido no Brasil como O Conto da Aia, é um romance distópico de 1985, ambientado em um país fictício denominado República de Gilead, antigo Estados Unidos da América.

Após guerras e diversas crises sociais, incluindo níveis criticamente baixos de natalidade, um grupo de fundamentalistas cristãs tomou o poder e instaura novas leis e regras sociais. Os Estados Unidos agora, representam nada mais do que um passado a ser renegado pelas autoridades da nova realidade americana. 

A desigualdade social é clara diante da divisão social estabelecida pela nova República, onde homens e mulheres são divididos em castas com funções e privilégios específicos.  Atwood explora os temas da subjugação das mulheres e os vários meios pelos quais elas perdem o individualismo, a independência, o acesso à informação, a liberdade física e intelectual, entre outros, em um cenário hostil, onde os direitos humanos são severamente limitados. 

Breves Respostas Para Grandes Questões – Stephen Hawking


O astrofísico Stephen Hawking, considerado um dos cientistas mais brilhantes da atualidade, em seu último livro Brief Answers to the Big Questions, aborda questões diversas que habitavam sua mente inquieta, como a existência de Deus, o início de tudo, o que há dentro de um buraco negro, a possibilidade de prevermos o futuro ou viajar no tempo, se poderemos sobreviver no planeta Terra e se seremos superados pela inteligência artificial.

O livro, cujo título “Breves Respostas Para Grandes Questões”, em tradução livre, reúne respostas dadas por Hawking a questões que vão desde a existência de Deus até a possibilidade de viajar no tempo. Ao mergulhar na obra o leitor perceberá a clara opinião do cientista a respeito da existência de Deus.

“Eu acredito que o universo foi criado espontaneamente do nada. Se você aceita, como eu, que as leis da natureza são fixas, então não demora muito para perguntar: qual seria o papel de Deus?”, questiona Hawking.

Este é o Lobo — Alexandre Rampazo


Entre os medos da infância, talvez o do Lobo Mau dos contos infantis seja o mais universal e é justamente esse temido e matreiro personagem que o escritor e ilustrador Alexandre Rampazo transforma em protagonista de seu livro, Este é o Lobo, cuja história trata da solidão que o lobo sente em decorrência do medo que os outros sentem dele, por ser um dos vilões mais temíveis das histórias do mundo imaginário infantil.

Assim, esse lobo com esse jeitão de lobo, cara de lobo, nariz de lobo, olhar de lobo e pelo de lobo não é aquele lobo mau e assustador que devora a vovozinha, quis matar Chapeuzinho Vermelho, amedrontou os três porquinhos e tampouco aquele lobo moderno da versão Chapeuzinho Amarelo que coloca o lobo no seu lugar e ele vira um lobo bobo, um lobo bolo. Agora, ele é um lobo solitário que apesar de toda sua fama de mau sente-se pequeno diante da solidão. 

Chapeuzinhos Coloridos — José R Torero e Marcus A Pimenta


José Roberto Torero e Marcus Pimenta, em Chapeuzinhos Coloridos, recontam de maneira diferente um dos contos de fadas mais conhecido — Chapeuzinho Vermelho que é transformado em uma história contemporânea.

Representada por seis meninas de diferentes cores de capuz; seis vovós mais espertas e decididas a driblar a morte e seu destino; seis lobos (ainda) maus, mas determinados a quebrar a tradição literária e mudar seu perfil de vilão para herói e, por fim, os seis caçadores que enfrentando seus próprios medos, aparecem no momento crucial mais atentos e determinados a salvar netinhas e vovós do final trágico, objetivando um “dindim” extra e um final feliz  para ele também.

Meninas — Ziraldo


Os leitores das obras de Ziraldo sabem que seu público-alvo é o infantil, com destaque para os meninos, já que segundo o próprio autor ele entende mais sobre meninos do que sobre meninas.

Mas,  na verdade, suas obras atiçam o imaginário de gerações de crianças, tanto meninas quanto meninos, de todas as idades, que leem histórias do Menino Maluquinho, da turma do Pererê, do Jeremias, do Vito Grandam e de tantos outros personagens inventados pelo mineiro.

Orgulho e Preconceito – Jane Austen

Considerado um clássico da literatura britânica, Orgulho e Preconceito, de Jane Austen, foi publicado em 1813 e foca temas ligados aos acordos familiares e a necessidade do casamento como meio de sobrevivência para as mulheres, já que o homem era o responsável por assegurar a manutenção do patrimônio e da honra familiar. 

A trama se passa na cidade fictícia de Meryton, na província de Hertfordshire, Inglaterra, e retrata o comportamento considerado ideal da mulher na Inglaterra do final do século XVIII e início do século XIX, que era simplesmente ocupar o papel que lhes era reservado na sociedade: mãe, filha e esposa.

Muito além de um romance de costumes, Orgulho e Preconceito é também um livro sobre o romance de Elizabeth Bennet e Darcy Fitzwilliam  que formam um dos casais mais amados da literatura, até hoje.  E é dessa atração compartilhada, embora, inicialmente, recusada por ambos, e de seus enganos e desencontros, que a história se desenrola, até o típico final feliz comum à maioria dos romances.

Vidas muito Boas — j. K. Rowling

“Fui libertada, porque meu maior medo tinha se tornado realidade e eu ainda estava viva, ainda tinha uma filha que adorava, uma velha máquina de escrever e uma grande ideia. E assim o fundo do poço tornou-se a base sólida sobre a qual reconstruí minha vida.”  — J.K. Rowling.

Vidas muito Boas é a versão em livro do discurso de paraninfa que J.K. Rowling fez para os formandos da Universidade de Harvard, em 2008. Ler este livro é conhecer um pouco mais sobre a autora por trás de todo aquele mundo de magia e fantasia que escreveu na  saga de Harry Potter.

Com o subtítulo As vantagens do fracasso e a importância da imaginação, Rowling aborda temas como o fracasso, as adversidades, a inspiração e da importância de assumir riscos, de lidar com obstáculos e ser capaz de imaginar uma realidade melhor.

Outros jeitos de usar a boca — Rupi Kaur

“... Mas o que eu não sabia é que seu amor por mim tinha tanto a ver com quem eu era. Era um reflexo de tudo o que eu dei pra você, voltando pra mim. Como não percebi isso. Como pude ficar aqui imersa na ideia de que mais ninguém me amaria daquele jeito. Se fui eu que te ensinei. Se fui eu que mostrei como preencher, do jeito que precisava ser preenchida. Como fui cruel comigo...”

Outros jeitos de usar a boca é a tradução publicada pela editora Planeta (Milk and Honey, no original), de Rupi Kaur, escritora indiana, que vive no Canadá e se tornou um dos maiores fenômenos de poesia na última década.

Seus versos falam sobre a realidade do que é ser mulher nos dia de hoje, abordando temas como aceitação, amor, trauma, abuso, violência, perda, dor e feminismo de uma forma direta e honesta, os quais têm inspirado mulheres mundo afora.