Breves Respostas Para Grandes Questões – Stephen Hawking


O astrofísico Stephen Hawking, considerado um dos cientistas mais brilhantes da atualidade, em seu último livro Brief Answers to the Big Questions, aborda questões diversas que habitavam sua mente inquieta, como a existência de Deus, o início de tudo, o que há dentro de um buraco negro, a possibilidade de prevermos o futuro ou viajar no tempo, se poderemos sobreviver no planeta Terra e se seremos superados pela inteligência artificial.

O livro, cujo título “Breves Respostas Para Grandes Questões”, em tradução livre, reúne respostas dadas por Hawking a questões que vão desde a existência de Deus até a possibilidade de viajar no tempo. Ao mergulhar na obra o leitor perceberá a clara opinião do cientista a respeito da existência de Deus.

“Eu acredito que o universo foi criado espontaneamente do nada. Se você aceita, como eu, que as leis da natureza são fixas, então não demora muito para perguntar: qual seria o papel de Deus?”, questiona Hawking.

Este é o Lobo — Alexandre Rampazo


Entre os medos da infância, talvez o do Lobo Mau dos contos infantis seja o mais universal e é justamente esse temido e matreiro personagem que o escritor e ilustrador Alexandre Rampazo transforma em protagonista de seu livro, Este é o Lobo, cuja história trata da solidão que o lobo sente em decorrência do medo que os outros sentem dele, por ser um dos vilões mais temíveis das histórias do mundo imaginário infantil.

Assim, esse lobo com esse jeitão de lobo, cara de lobo, nariz de lobo, olhar de lobo e pelo de lobo não é aquele lobo mau e assustador que devora a vovozinha, quis matar Chapeuzinho Vermelho, amedrontou os três porquinhos e tampouco aquele lobo moderno da versão Chapeuzinho Amarelo que coloca o lobo no seu lugar e ele vira um lobo bobo, um lobo bolo. Agora, ele é um lobo solitário que apesar de toda sua fama de mau sente-se pequeno diante da solidão. 

Chapeuzinhos Coloridos — José R Torero e Marcus A Pimenta


José Roberto Torero e Marcus Pimenta, em Chapeuzinhos Coloridos, recontam de maneira diferente um dos contos de fadas mais conhecido — Chapeuzinho Vermelho que é transformado em uma história contemporânea.

Representada por seis meninas de diferentes cores de capuz; seis vovós mais espertas e decididas a driblar a morte e seu destino; seis lobos (ainda) maus, mas determinados a quebrar a tradição literária e mudar seu perfil de vilão para herói e, por fim, os seis caçadores que enfrentando seus próprios medos, aparecem no momento crucial mais atentos e determinados a salvar netinhas e vovós do final trágico, objetivando um “dindim” extra e um final feliz  para ele também.

Meninas — Ziraldo


Os leitores das obras de Ziraldo sabem que seu público-alvo é o infantil, com destaque para os meninos, já que segundo o próprio autor ele entende mais sobre meninos do que sobre meninas.

Mas,  na verdade, suas obras atiçam o imaginário de gerações de crianças, tanto meninas quanto meninos, de todas as idades, que leem histórias do Menino Maluquinho, da turma do Pererê, do Jeremias, do Vito Grandam e de tantos outros personagens inventados pelo mineiro.

Orgulho e Preconceito – Jane Austen

Considerado um clássico da literatura britânica, Orgulho e Preconceito, de Jane Austen, foi publicado em 1813 e foca temas ligados aos acordos familiares e a necessidade do casamento como meio de sobrevivência para as mulheres, já que o homem era o responsável por assegurar a manutenção do patrimônio e da honra familiar. 

A trama se passa na cidade fictícia de Meryton, na província de Hertfordshire, Inglaterra, e retrata o comportamento considerado ideal da mulher na Inglaterra do final do século XVIII e início do século XIX, que era simplesmente ocupar o papel que lhes era reservado na sociedade: mãe, filha e esposa.

Muito além de um romance de costumes, Orgulho e Preconceito é também um livro sobre o romance de Elizabeth Bennet e Darcy Fitzwilliam  que formam um dos casais mais amados da literatura, até hoje.  E é dessa atração compartilhada, embora, inicialmente, recusada por ambos, e de seus enganos e desencontros, que a história se desenrola, até o típico final feliz comum à maioria dos romances.

Vidas muito Boas — j. K. Rowling

“Fui libertada, porque meu maior medo tinha se tornado realidade e eu ainda estava viva, ainda tinha uma filha que adorava, uma velha máquina de escrever e uma grande ideia. E assim o fundo do poço tornou-se a base sólida sobre a qual reconstruí minha vida.”  — J.K. Rowling.

Vidas muito Boas é a versão em livro do discurso de paraninfa que J.K. Rowling fez para os formandos da Universidade de Harvard, em 2008. Ler este livro é conhecer um pouco mais sobre a autora por trás de todo aquele mundo de magia e fantasia que escreveu na  saga de Harry Potter.

Com o subtítulo As vantagens do fracasso e a importância da imaginação, Rowling aborda temas como o fracasso, as adversidades, a inspiração e da importância de assumir riscos, de lidar com obstáculos e ser capaz de imaginar uma realidade melhor.

Outros jeitos de usar a boca — Rupi Kaur

“... Mas o que eu não sabia é que seu amor por mim tinha tanto a ver com quem eu era. Era um reflexo de tudo o que eu dei pra você, voltando pra mim. Como não percebi isso. Como pude ficar aqui imersa na ideia de que mais ninguém me amaria daquele jeito. Se fui eu que te ensinei. Se fui eu que mostrei como preencher, do jeito que precisava ser preenchida. Como fui cruel comigo...”

Outros jeitos de usar a boca é a tradução publicada pela editora Planeta (Milk and Honey, no original), de Rupi Kaur, escritora indiana, que vive no Canadá e se tornou um dos maiores fenômenos de poesia na última década.

Seus versos falam sobre a realidade do que é ser mulher nos dia de hoje, abordando temas como aceitação, amor, trauma, abuso, violência, perda, dor e feminismo de uma forma direta e honesta, os quais têm inspirado mulheres mundo afora. 

Branca de Neve, os 7 anões, a Madrasta má, o Espelho Mágico e o Príncipe.

Branca de Neve e os sete Anões é um conto de fadas clássico que faz parte do folclore popular alemão e foi eternizada pelos Irmãos Grimm (Jacob Wilhelm e Wilhelm Karl) numa coletânea chamada “Contos de Fadas para Crianças e Adultos” várias fábulas, publicada entre 1812 e 1822.

Apesar de ter muitas outras versões, onde os anões são substituídos por ladrões, enquanto o diálogo com o espelho é feito com o sol ou a lua, a versão de Branca de Neve e os Sete Anões dos Irmãos Grimm, tornou-se a mais difundida pelo mundo e base para a animação da Disney, em 1937, a qual mudou a história da animação e do cinema como um todo. Aliás, neste ano, 2017, o desenho completa 80 anos de existência.

Como todos os contos com raízes na época medieval, sua versão original era mais cruel e violenta, já que serviam como entretenimento para as classes mais baixas e também tinham o intuito de educar as crianças a lidar com a morte, o crescimento e até mesmo o desejo.

O Homem Mais Inteligente da História - Augusto Cury

O psiquiatra Augusto Cury, em sua mais recente publicação, O Homem Mais Inteligente da História, narra a jornada épica de um cientista ateu, Marco Polo, para desvendar a mente mais brilhante que já pisou nesta terra, a de Jesus. 

Fruto de 15 anos de pesquisas e estudos pelo autor, a obra editada pela Editora Sextante, não é um livro de literatura cristã, recheado de conceitos bíblicos, mas sim uma obra de ficção que se propõe a desvendar a capacidade intelectual de Cristo.

“Esperava, ao estudar a personalidade de Jesus, encontrar uma inteligência comum, pouco criativa, pouco analítica, pouco instigante, sem gestão da emoção, ou então um ‘herói’ mal construído por galileus. Entretanto, fiquei perplexo.” (Cury escreveu no prefácio do livro)

Em formato de romance, Cury usa personagens fictícios para expor suas teorias sobre a personalidade de Cristo,  o qual revela uma personalidade completamente diferente da divulgada pela igreja. Será que este homem tão superestimado realmente foi o homem mais inteligente da história?

Livro das Perguntas – Pablo Neruda

Pablo Neruda, um dos maiores poetas do século XX, foi um perguntador natural que pareceu amar as perguntas mais que qualquer outro poeta. O Livro das Perguntas foi publicado um ano após sua morte, onde ele mostra toda a riqueza e potencial interrogativo do ato de perguntar tal como faria uma criança. Seriam estas algumas das perguntas que nós, crianças e adultos, fazemos em silêncio e que Neruda tornou público?  

No Livro das Perguntas os  poemas são interrogações, perguntas sem respostas, escritas ao longo de sua vida, posteriormente agrupadas e publicadas pela primeira vez em 1974,  pela editora Losada, na Argentina. Composto de 74 poemas com 4, 5 ou 6 perguntas, sem título, o livro traz uma viagem ao imaginário de Neruda,  que  com sua habilidade e sensibilidade instiga a inquietaçao e a curiosidade do leitor, convidando-o a refletir sobre o mundo, os homens, a natureza, o significado da vida e da morte e também da sua própria existência. 

Não se Enrola, Não – Isabela Freitas

“Enrolar-se: pensar de um jeito e fazer exatamente ao contrário. Não sei por que a gente se enrola tanto. Diz o que não quer, não diz o que deveria e, quando se dá conta... Tudo o que pedi foi um amor fofo. Um amor coloridinho. Mas ninguém me disse que EU é que teria que colorir, né? Sinceramente, esperava bem mais desse tal de amor.”

A autora Isabela Freitas  depois de se apegar e se iludir acaba por se enrolar com ninguém melhor do que seu grande amigo Pedro. Mas como não se enrolar com um protagonista tão perfeito que nem Pedro Miller?

Após o sucesso de seu primeiro livro “Não se apega, não” , Isabela explodiu como uma das autoras mais vendidas no Brasil, tanto que seu segundo livro “Não se iluda, não” bateu o recorde de mais de 1 milhão de cópias vendidas. Agora, Isabela lança seu terceiro livro Não se enrola, não, apresentando uma capa sugestiva num salmão fluorescente que, sem ofensas, é mais bonita  pessoalmente.

O Espelho — Machado de Assis

O Espelho de Machado de Assis, apresenta um estudo sobre as questões da alma humana, da contradição entre “o parecer e o ser”.  Através de uma análise do comportamento humano, o autor trata da dualidade da alma.

Travestido de um título social, o jovem passa a carregar a farda e o fardo de um posto militar, enaltecido pela família, invejado por seus amigos, estranho à natureza do corpo e da alma, já que agora ele era o "Sr. Alferes". Blog Livros Pra Ler e RelerAssim, a alma externa que "olha de fora para dentro" está ligada ao status e à imagem que os outros fazem de nós e é muito mais importante do que a nossa “alma interna”  que "olha de dentro para fora" transmitindo os anseios particulares  e a valorização da consciência individual.  

Publicado em 1882, O Espelho é um dos contos que integra o livro Papéis Avulsos,  primeiro livro de Machado de Assis, composto inteiramente de contos e está entre as primeiras publicações de sua fase madura com algumas das características que imortalizaram o autor: o humor sutil, o pessimismo, o ceticismo, a ironia e as denúncias implacáveis que revelam os mais perversos segredos de uma sociedade maculada pela máscara da hipocrisia.