Éramos Seis — Maria José Dupré


Éramos Seis de Maria José Dupré, apresenta a trajetória de uma típica família de classe média paulistana, a família Lemos, cuja matriarca Dona Lola, é a protagonista e narradora da história. A obra abrange um período de vinte e oito anos, iniciando em 1914, no início da Primeira Guerra Mundial e terminando em 1942, durante a Segunda Guerra Mundial, no final do Estado Novo.

Publicada pela primeira vez em 1943, faz parte da Série Vaga-Lume — coleção de livros brasileiros voltada para o público infanto-juvenil, pela Editora Ática. Apesar de a autora ser conhecida pelas obras voltadas ao público infantil e juvenil, também possui uma significante produção de romances retratando a sociedade em meados do século XX.

O Conto da Aia, de Margaret Atwood

(…) eu sabia que a ordem estabelecida podia desaparecer da noite para o dia. Mudanças podem ser rápidas como um relâmpago. Não podemos confiar na impressão de que “Não vai acontecer aqui”: qualquer coisa pode acontecer em qualquer lugar, dadas as circunstâncias. E é assim que as coisas acontecem em “O Conto da Aia”. — Margaret Atwood em ensaio para o jornal “The New York Times”

Margaret Atwood, em The Handmaid’s Tale, traduzido no Brasil como O Conto da Aia, é um romance distópico de 1985, ambientado em um país fictício denominado República de Gilead, antigo Estados Unidos da América.

Após guerras e diversas crises sociais, incluindo níveis criticamente baixos de natalidade, um grupo de fundamentalistas cristãs tomou o poder e instaura novas leis e regras sociais. Os Estados Unidos agora, representam nada mais do que um passado a ser renegado pelas autoridades da nova realidade americana. 

A desigualdade social é clara diante da divisão social estabelecida pela nova República, onde homens e mulheres são divididos em castas com funções e privilégios específicos.  Atwood explora os temas da subjugação das mulheres e os vários meios pelos quais elas perdem o individualismo, a independência, o acesso à informação, a liberdade física e intelectual, entre outros, em um cenário hostil, onde os direitos humanos são severamente limitados. 

Breves Respostas Para Grandes Questões – Stephen Hawking


O astrofísico Stephen Hawking, considerado um dos cientistas mais brilhantes da atualidade, em seu último livro Brief Answers to the Big Questions, aborda questões diversas que habitavam sua mente inquieta, como a existência de Deus, o início de tudo, o que há dentro de um buraco negro, a possibilidade de prevermos o futuro ou viajar no tempo, se poderemos sobreviver no planeta Terra e se seremos superados pela inteligência artificial.

O livro, cujo título “Breves Respostas Para Grandes Questões”, em tradução livre, reúne respostas dadas por Hawking a questões que vão desde a existência de Deus até a possibilidade de viajar no tempo. Ao mergulhar na obra o leitor perceberá a clara opinião do cientista a respeito da existência de Deus.

“Eu acredito que o universo foi criado espontaneamente do nada. Se você aceita, como eu, que as leis da natureza são fixas, então não demora muito para perguntar: qual seria o papel de Deus?”, questiona Hawking.

Este é o Lobo — Alexandre Rampazo


Entre os medos da infância, talvez o do Lobo Mau dos contos infantis seja o mais universal e é justamente esse temido e matreiro personagem que o escritor e ilustrador Alexandre Rampazo transforma em protagonista de seu livro, Este é o Lobo, cuja história trata da solidão que o lobo sente em decorrência do medo que os outros sentem dele, por ser um dos vilões mais temíveis das histórias do mundo imaginário infantil.

Assim, esse lobo com esse jeitão de lobo, cara de lobo, nariz de lobo, olhar de lobo e pelo de lobo não é aquele lobo mau e assustador que devora a vovozinha, quis matar Chapeuzinho Vermelho, amedrontou os três porquinhos e tampouco aquele lobo moderno da versão Chapeuzinho Amarelo que coloca o lobo no seu lugar e ele vira um lobo bobo, um lobo bolo. Agora, ele é um lobo solitário que apesar de toda sua fama de mau sente-se pequeno diante da solidão. 

Chapeuzinhos Coloridos — José R Torero e Marcus A Pimenta


José Roberto Torero e Marcus Pimenta, em Chapeuzinhos Coloridos, recontam de maneira diferente um dos contos de fadas mais conhecido — Chapeuzinho Vermelho que é transformado em uma história contemporânea.

Representada por seis meninas de diferentes cores de capuz; seis vovós mais espertas e decididas a driblar a morte e seu destino; seis lobos (ainda) maus, mas determinados a quebrar a tradição literária e mudar seu perfil de vilão para herói e, por fim, os seis caçadores que enfrentando seus próprios medos, aparecem no momento crucial mais atentos e determinados a salvar netinhas e vovós do final trágico, objetivando um “dindim” extra e um final feliz  para ele também.

Meninas — Ziraldo


Os leitores das obras de Ziraldo sabem que seu público-alvo é o infantil, com destaque para os meninos, já que segundo o próprio autor ele entende mais sobre meninos do que sobre meninas.

Mas,  na verdade, suas obras atiçam o imaginário de gerações de crianças, tanto meninas quanto meninos, de todas as idades, que leem histórias do Menino Maluquinho, da turma do Pererê, do Jeremias, do Vito Grandam e de tantos outros personagens inventados pelo mineiro.

Orgulho e Preconceito – Jane Austen

Considerado um clássico da literatura britânica, Orgulho e Preconceito, de Jane Austen, foi publicado em 1813 e foca temas ligados aos acordos familiares e a necessidade do casamento como meio de sobrevivência para as mulheres, já que o homem era o responsável por assegurar a manutenção do patrimônio e da honra familiar. 

A trama se passa na cidade fictícia de Meryton, na província de Hertfordshire, Inglaterra, e retrata o comportamento considerado ideal da mulher na Inglaterra do final do século XVIII e início do século XIX, que era simplesmente ocupar o papel que lhes era reservado na sociedade: mãe, filha e esposa.

Muito além de um romance de costumes, Orgulho e Preconceito é também um livro sobre o romance de Elizabeth Bennet e Darcy Fitzwilliam  que formam um dos casais mais amados da literatura, até hoje.  E é dessa atração compartilhada, embora, inicialmente, recusada por ambos, e de seus enganos e desencontros, que a história se desenrola, até o típico final feliz comum à maioria dos romances.

Vidas muito Boas — j. K. Rowling

“Fui libertada, porque meu maior medo tinha se tornado realidade e eu ainda estava viva, ainda tinha uma filha que adorava, uma velha máquina de escrever e uma grande ideia. E assim o fundo do poço tornou-se a base sólida sobre a qual reconstruí minha vida.”  — J.K. Rowling.

Vidas muito Boas é a versão em livro do discurso de paraninfa que J.K. Rowling fez para os formandos da Universidade de Harvard, em 2008. Ler este livro é conhecer um pouco mais sobre a autora por trás de todo aquele mundo de magia e fantasia que escreveu na  saga de Harry Potter.

Com o subtítulo As vantagens do fracasso e a importância da imaginação, Rowling aborda temas como o fracasso, as adversidades, a inspiração e da importância de assumir riscos, de lidar com obstáculos e ser capaz de imaginar uma realidade melhor.

Outros jeitos de usar a boca — Rupi Kaur

“... Mas o que eu não sabia é que seu amor por mim tinha tanto a ver com quem eu era. Era um reflexo de tudo o que eu dei pra você, voltando pra mim. Como não percebi isso. Como pude ficar aqui imersa na ideia de que mais ninguém me amaria daquele jeito. Se fui eu que te ensinei. Se fui eu que mostrei como preencher, do jeito que precisava ser preenchida. Como fui cruel comigo...”

Outros jeitos de usar a boca é a tradução publicada pela editora Planeta (Milk and Honey, no original), de Rupi Kaur, escritora indiana, que vive no Canadá e se tornou um dos maiores fenômenos de poesia na última década.

Seus versos falam sobre a realidade do que é ser mulher nos dia de hoje, abordando temas como aceitação, amor, trauma, abuso, violência, perda, dor e feminismo de uma forma direta e honesta, os quais têm inspirado mulheres mundo afora. 

Branca de Neve, os 7 anões, a Madrasta má, o Espelho Mágico e o Príncipe.

Branca de Neve e os sete Anões é um conto de fadas clássico que faz parte do folclore popular alemão e foi eternizada pelos Irmãos Grimm (Jacob Wilhelm e Wilhelm Karl) numa coletânea chamada “Contos de Fadas para Crianças e Adultos” várias fábulas, publicada entre 1812 e 1822.

Apesar de ter muitas outras versões, onde os anões são substituídos por ladrões, enquanto o diálogo com o espelho é feito com o sol ou a lua, a versão de Branca de Neve e os Sete Anões dos Irmãos Grimm, tornou-se a mais difundida pelo mundo e base para a animação da Disney, em 1937, a qual mudou a história da animação e do cinema como um todo. Aliás, neste ano, 2017, o desenho completa 80 anos de existência.

Como todos os contos com raízes na época medieval, sua versão original era mais cruel e violenta, já que serviam como entretenimento para as classes mais baixas e também tinham o intuito de educar as crianças a lidar com a morte, o crescimento e até mesmo o desejo.

O Homem Mais Inteligente da História - Augusto Cury

O psiquiatra Augusto Cury, em sua mais recente publicação, O Homem Mais Inteligente da História, narra a jornada épica de um cientista ateu, Marco Polo, para desvendar a mente mais brilhante que já pisou nesta terra, a de Jesus. 

Fruto de 15 anos de pesquisas e estudos pelo autor, a obra editada pela Editora Sextante, não é um livro de literatura cristã, recheado de conceitos bíblicos, mas sim uma obra de ficção que se propõe a desvendar a capacidade intelectual de Cristo.

“Esperava, ao estudar a personalidade de Jesus, encontrar uma inteligência comum, pouco criativa, pouco analítica, pouco instigante, sem gestão da emoção, ou então um ‘herói’ mal construído por galileus. Entretanto, fiquei perplexo.” (Cury escreveu no prefácio do livro)

Em formato de romance, Cury usa personagens fictícios para expor suas teorias sobre a personalidade de Cristo,  o qual revela uma personalidade completamente diferente da divulgada pela igreja. Será que este homem tão superestimado realmente foi o homem mais inteligente da história?

Livro das Perguntas – Pablo Neruda

Pablo Neruda, um dos maiores poetas do século XX, foi um perguntador natural que pareceu amar as perguntas mais que qualquer outro poeta. O Livro das Perguntas foi publicado um ano após sua morte, onde ele mostra toda a riqueza e potencial interrogativo do ato de perguntar tal como faria uma criança. Seriam estas algumas das perguntas que nós, crianças e adultos, fazemos em silêncio e que Neruda tornou público?  

No Livro das Perguntas os  poemas são interrogações, perguntas sem respostas, escritas ao longo de sua vida, posteriormente agrupadas e publicadas pela primeira vez em 1974,  pela editora Losada, na Argentina. Composto de 74 poemas com 4, 5 ou 6 perguntas, sem título, o livro traz uma viagem ao imaginário de Neruda,  que  com sua habilidade e sensibilidade instiga a inquietaçao e a curiosidade do leitor, convidando-o a refletir sobre o mundo, os homens, a natureza, o significado da vida e da morte e também da sua própria existência.