A Hora da Estrela, publicado em 1977, narra a
trajetória de Macabéa, uma jovem
alagoana de 19 anos, órfã que migra para o Rio de Janeiro e trabalha como
datilógrafa. Sem beleza, semianalfabeta,
ingênua e solitária, Macabéa apenas vê a vida passar sem compreender muito bem
o que lhe acontece.
“[...]. Essa moça não sabia que ela era o que
era... Daí não se sentir infeliz. A única coisa que queria era viver. Não sabia
para quê, não se indagava.”
A obra fala sobre
destino, pobreza, vulnerabilidade e humanidade, abordando o estigma
sofrido pelos nordestinos na metrópole, retratando o choque cultural, a
xenofobia velada e a dificuldade de inserção social nas grandes cidades.
O livro começa com
a apresentação do narrador-personagem, Rodrigo S.M, que é quem vai conduzindo a
história ao longo da narrativa, deixando a cargo do leitor ter ou não empatia pela
jovem alagoana de 19 anos que vive no Rio de Janeiro, uma existência solitária
e anônima, marcada pela extrema pobreza, desnutrição e a marginalização social.